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Casa Nova!

Depois de um trabalho de parto dificílimo, eis que meu filho nasce.Depois de muita dor de cabeça, quase enlouquecendo a Lua (pessoa que fez meu template), está aqui a nova casa. Realmente virou uma nova casa, pois tive que mudar até o link, pois o outro não aceitava de jeito nenhum esse novo template.

Quando iniciei esta nova fase, imaginava essa imagem para ele. E finalmente ela está aqui. Linda.

Desde que a vi achei que tinha tudo a ver com o título Palavras ao Vento e principalmente, comigo.

Tenho que agradecer a paciência da Lua. Uma pessoa super competente no que faz, atenciosa, sensível e que soube captar direitinho o que eu queria aqui para esse meu espaço. Recomendo para todos os serviços dela. Se eu já era apaixonada pelo meu antigo template, imagina agora?rs

Mas vamos combinar, devo ter jogado pedra na cruz, porque sinceramente, tudo para mim é complicado, até mesmo um template novo e exclusivo. Uma coisa tão simples, mas que deu tanto trabalho...rs.Mas como dizem: sou brasileira e não desisto nunca.

Tudo bem que já estava chegando ao limite...rs...agora então, com o meu pc, que há alguns dias está na iminência de ser jogado pela janela e só tem escapado pelo fato da janela ter grade e terei um trabalho enorme de limpar toda a sujeira das peças espalhadas no chão da minha sala. E só por causa desse trabalho que terei é que ele tem escapado ileso. Mas não sei por quanto tempo...rs....porque agora não estou conseguindo ver o meu blog daqui. Ai,ai...realmente joguei pedra na cruz.

Bom, hoje não escrevi nada que preste, apenas queria agradecer mesmo a Lua por toda paciência que teve comigo. Obrigada mesmo! Você fez uma criança de 34 anos muito feliz hoje...rs...estou realmente parecendo uma criança qua acaba de ganhar um presente.

Por enquanto é só.

Volto mais tarde.

Espero que gostem tanto quanto eu.



- Postado por: Aninha às 00h01
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As voltas que a vida dá...

É interessante perceber o quanto a vida dá voltas e mais voltas.

Duas situações me levam a pensar assim. Dois amigos em situações distintas mas, que de certa, forma se parecem. E uma delas aconteceu neste final de semana quando ouvi de uma amiga que ela finalmente estava "curada" de um grande amor que viveu. Na verdade, um relacionamento que não fazia nada bem a ela. Um tipo de relacionamento que também já vivi e sei o quanto é difícil, desgastante e por vezes dolorido, quando perdemos o controle da situação. Fico feliz que hoje ela tenha se descoberto e está ficando cada dia mais linda e o melhor, descobriu que o amor próprio e a auto estima é que a esta deixando desta forma.

Mas o interessante foi perceber que o cara com quem ela viveu esta estória não se conforma em tê-la perdido. Hoje ele percebe que tudo poderia ter sido diferente. Ele percebe que agiu errado durante anos e que a mulher que hoje o faria um homem por inteiro, só o enxerga como um bom amigo. Aquela paixão, toda a loucura e fogo que poderia existir, ficou no passado. Ele percebeu que não é possível fazer uma pessoa esperar até que ele decida.Cansa esperar por algo que nunca vai ser resolvido. Ele tinha outras prioridades na vida e a situação vivida era cômoda ( para ele).

É interessante perceber como as pessoas lidam com a perda. Não apenas a perda material, mas a perda de um sentimento.

Perder um sentimento....

Perder alguém que poderia te fazer feliz....

Deixar a razão, a busca por bens materiais, a conquista de espaços, roubar algo tão precioso e que nem sabemos se um dia reencontraremos...

Reencontros...

Acredito em reencontros. Acredito que o destino faça das suas para dar uma segunda chance às pessoas.

Muitas vezes vivemos situações em determinadas épocas da nossa vida e deixamos passar sem que realmente percebemos o valor daquilo tudo.

Muitas vezes tomamos decisões em nossa vida que futuramente nos mostrará que não era para ser daquele jeito. E muitas vezes estas decisões são tomadas por imaturidade, orgulho, raiva ou até mesmo por medo....

Há 17 anos tomei uma decisão errada por orgulho. Tive uma segunda chance e a desperdicei novamente e hoje sei que não terei outra. Uma decisão errada que trouxe consequências que mudaram radicalmente a minha vida. Joguei fora aquele que foi o único amor da minha vida.

Exagerada? Piegas? Não.

Tenho 34 anos e amei verdadeiramente uma única vez. Não era o pai da minha filha. E hoje penso que se a minha filha fosse fruto desse amor, pelo menos eu teria um pedacinho dele aqui, perto de mim. A única lembrança que tenho é uma camisa que adoro usar, as lembranças vivas na memória, o cheiro e uma única foto, porque as outras o pai da minha filha rasgou quando as viu em um álbum da minha mãe ( que por sinal, foi no dia da nossa última briga que culminou em nossa separação).

Essa pessoa hoje está casada, ou pelo menos estava. E por coincidência, o nome da esposa é Ana Paula.Eu a conheci. Eles formam um belo casal. Mas quando o revi, foi como se eu tivesse levado um soco no estômago. Fiquei paralisada, sem ar e as pernas tremiam demais. Ele não conseguia me olhar nos olhos e sinceramente, nesse dia percebi que nossa estória ficou incompleta. Percebi que nenhum dos dois conseguiriam encarar os olhos um do outro, pois sabíamos o que cada um queria dizer.

Se essa estória fosse hoje, com certeza seria diferente. Na época eu era uma adolescente e hoje a vida me ensinou tantas coisas. Já levei tantas bordoadas. E como um amigo escreveu em um post que me inspirou novamente: se eu tivesse uma "máquina do tempo", também saberia para onde queria voltar: minutos antes de dizer adeus!

É por isso que acho que a vida nos dá oportunidades de rever certos conceitos, certas atitudes, rever o nosso modo de viver. O destino pode até colocar pessoas novamente em nosso caminho. Pessoas que foram importantes e que de uma forma ou de outra tenham sido tiradas dela. Pode ser que elas surjam não para reviver aquela antiga estória, mas para que possamos perceber onde erramos. Ou ainda, perceber a forma como estamos levando a nossa vida ou o que fizemos dela. E quem sabe, nos dar uma sacudida, nos dar coragem para tomarmos certas atitudes que protelamos em nome da razão e em detrimento dos sentimentos. Ou até mesmo em nome da acomodação.

É isso... depois de dois posts horríveis, estou voltando a pensar e escrever como sempre.



- Postado por: Aninha às 20h38
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É tanta hipocrisia...

Demorei um pouco a atualizar, mas estava sem cabeça para escrever, só tinha um assunto em mente e se tentasse escrever algo, sei que acabaria no mesmo teor que usei no post anterior.

Não posso dizer que já foi tudo resolvido e na verdade, nada vai ser esclarecido realmente caso a pessoa não coloque a mão na consciência e admita o erro que cometeu.

Errar, todos erramos. Admitir o erro nunca é fácil e por mais dolorido que seja, é melhor admitir, principalmente quando esse erro prejudica outras pessoas. Eu já errei, todos nós erramos. O ser humano é falível. Mas considero que a melhor saída é admitir. Todas as oportunidades dadas devem ser utilizadas de forma a esclarecer o ocorrido.

Estou realmente cansada de tanta hipocrisia, de tanta falsidade, de tanta falta de caráter. E principalmente de ver que pessoas agem como se nada estivesse acontecendo. Infelizmente estamos cercados de pessoas assim, mas confesso que não é nada fácil. Mas pelo menos sinto um alívio em saber que a pessoa que deve acreditar na minha inocência, acredita, então o resto que se dane. Mesmo assim é difícil me sentir a vontade quando percebo a verdadeira índole das pessoas que estão ao meu lado diariamente. E sei também que poderá vir mais coisa por aí. Confiança com certeza não é o sentimento que tenho no momento.

Decididamente, não gosto de conviver com RATOS! Porque para mim essas atitudes são de RATOS!

Mudando de assunto ou nem tanto, pois tocarei mais uma vez na questão da hipocrisia...

Sábado fui a um evento em um shopping da cidade onde as ceguinhas que antes pediam esmolas nas ruas da cidade e que hoje tornaram-se conhecidas nacionalmente por causa da participação na novela América, estavam presentes. Bom, vou encurtar um pouco o meu pensamento, porque senão o post ficará imenso. Fiquei lá sentada observando todo o movimento. Olhando aquelas pessoas tirando fotografias, ovacionando e cantando com as ceguinhas, que hoje são estrelas não apenas da Globo, mas também de um documentário que passou a ser filme sobre a vida delas. Fico estarrecida com tanta hipocrisia. Hoje elas são estrelas, todos querem foto, mas antes, quando as 3 ficavam pedindo esmolas nas ruas da cidade, as pessoas passavam e nem olhavam, quanto mais querer uma fotografia ao lado delas.

Vejo pessoas ganhando em cima das novas celebridades e isso vai do sobrinho mercenário a bandas que pegam carona na "fama" delas para ter um pouco mais de notoriedade, sem esquecer ainda, de uma rádio da cidade que lançou a campanha: "Ajude as Ceguinhas de Campina" deposite sua doação na conta tal,no Banco do Brasil, bla bla bla....bom, quanto a isso, já soube que o empresário delas entrará com uma ação contra, como também já soube que consta no contrato que elas estão proibidas de voltar a pedir esmolas ( acredito que pelo menos até o término do contrato ).

Engraçado, semana passada, antes delas viajarem novamente para o Rio onde gravariam uma nova participação na novela, elas estavam no mesmo lugar de sempre pedindo esmolas. E nesse dia em que as vi, me segurei para não chegar perto e perguntar o que estavam fazendo com o dinheiro que elas estão ganhando com todas as participações nas novelas, filmes, programas, etc...bom, não vou ser inocente em achar que a vida delas será resolvida com tudo o que vem acontecendo, porque sabemos que isso é passageiro,mas a conivência da família é que me irrita. A aceitação de toda a situação, uma vez que elas já foram presenteadas com uma casa a qual foi doada para uma parente que tinha muitos filhos. O que pecebo são todos ao redor se dando bem às custas delas.

Mas tirando esse fato, tive um final de semana bastante agradável. Desopilei e esqueci um pouco tudo o que estava acontecendo. Ri muito, dancei, bebi, conheci gente nova. Recarreguei as energias para poder suportar a semana que estava por vir.



- Postado por: Aninha às 20h34
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Raiva!!!

 

Hoje estava pensando em fazer um post bem leve, com pitadas de humor, só para relaxar. Mas sabe quando você está engasgada, querendo dizer milhões de coisas, sem poder? Estou assim.

Estou com muita raiva.

Saí da agência "cuspindo fogo". É horrível quando acontece algo e você tem apenas a sua palavra contra a de outra pessoa e você sabendo que está limpa na estória. Não fui acusada diretamente pelo acontecido, mas tem coisas que nem precisam falar, você sente pelo modo de falar, pelo modo de olhar. E geralmente a corda arrebenta do lado mais fraco, que no caso esse lado é o meu.

É problema no trabalho. Aconteceu algo muito chato e como sou nova lá, é mais fácil suspeitar de mim do que de alguém que já está por lá há anos. Só duas pessoas poderiam ter feito o que aconteceu:eu e outra pessoa, pois éramos as únicas que estavam a par do que tinha alí. E infelizmente não tenho como provar que não fui eu..

É muito chato se sentir impotente, ter apenas a minha palavra.

Já não é de hoje que me sinto mal no trabalho. Certos olhares, certas situações, mas vou deixando passar, contando até mil,me controlando. É uma droga quando precisamos. Mas amanhã isso vai ter que ser resolvido, ah se vai.

É tanta dissimulação, caramba!!! Fiquei só olhando, percebendo cada gesto, cada olhar, cada atitude. E as palavras engasgadas...

Detesto ficar assim. Ainda mais quando costumo falar o que sinto. Mas tenho ficado calada porque geralmente não compreendem esse meu jeito de ser.Mas amanhã, dependendo do que acontecer, não ficarei. Não pagarei pelo erro de ninguém e me prejudicar dessa forma.

Se essa situação não for resolvida e colocarem panos quentes, sei que ficará sempre a desconfinaça pairando no ar, sempre existirá aquela pulga atrás da orelha.

Eu não sou boba, e já senti um zum zum zum nas minhas costas.

Uma vez cheguei a falar e resolver conversando. E mesmo assim acharam ruim. Detesto quando atacam a gente com um sorrisinho no rosto e voz mansa. É por essas e outras que sou do jeito que sou,goste ou não. Se não gosto de uma situação, vou e falo. Se não gosto de alguém, não vou fazer festa. Mas infelizmente estamos cercados por pessoas que não ajem assim. Fala com um sorriso meigo aqui e te apunhalam alí na frente.

Ah, desculpem. Mas eu precisava desabafar, precisava mesmo.

Prometo estar melhor no próximo post.



- Postado por: Aninha às 20h30
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Vida...

Estava aqui pensando na vida. Em algumas coisas que acontecem na MINHA vida.

Fico aqui me perguntando tantas coisas. Tantas dúvidas habitam essa minha cabeça. Procuro tantas respostas. Aí chego na maior dúvida de todas: será que de tanto pensar eu me esqueço de viver? Penso naquela música do Skank: "vou deixar a vida me levar...".Mas se deixar assim será que é válido? Será que essa é a verdadeira essência do viver? Caramba, assim enrolo mais o meio de campo.

Será que planejar todo o nosso viver é o mais certo? Ou pensar que o destino é aquilo que nos move e que tudo está escrito? Não...não é por aí. Acredito em destino, acredito que viemos para esse mundo com algum intuito.Mas o destino não é tudo, ele faz parte da vida, mas temos o livre arbítrio de escolher o caminho pelo qual iremos seguir. É muito banal achar e acreditar que o que nos acontece estava escrito e se contentar com isso. É uma visão simplista demais da vida. A vida é para ser vivida intensamente, ser feliz da maneira que escolhemos. Planejar é preciso sim, mas planejar tudo pode até ser perigoso a partir do momento em que nossos planos podem não dar certo, aí vem a decepção.

Viver é aproveitar cada bom momento que vivenciamos. Esses momentos ficam guardados dentro da gente como tesouros e se não estamos bem, lembraremos destes momentos para que eles nos dêem forças para continuar a caminhada.

Hoje estou em um lugar que não consigo mais "me encontrar". Pensamentos diferentes, pessoas que se tornaram estranhas ( tudo bem, isso é normal, a vida muda as pessoas) ou será que eu me tornei uma estranha? Sinto falta de ter alguém com quem dividir aquilo que se passa comigo. Falar o que sinto. Das minhas loucuras, dos meus sonhos, sentimentos. Alguém com quem rir do nada. Alguém com quem possa dividir algo. Sinto as pessoas muito egoístas, pensando apenas no "eu" sem saber compartilhar um momento. Desejam apenas atenção para si, mas na hora de dar essa mesma atenção que recebeu, arruma uma desculpa para se livrar, afinal, aquilo que ela sente sempre é mais importante do que o outro pode sentir.

O egoísmo permeia as relações. Saber ouvir, nem todos têm esta capacidade, esse tempo. Falar amenidades, assuntos fúteis, passa a ser o meu remédio para conviver.

Algumas pessoas dizem que tenho paciência de jó. Pode até ser. Mas o que me vem à cabeça quando alguém me procura para conversar é que aquela pessoa está precisando ser ouvida, escutar algo que irá lhe fazer bem. E não me custa nada. Confesso que algumas vezes nem estou com tanta paciência no momento, mas acho importante dispor de alguns minutos para conversar. E isso é bom até para mim, que por algum momento acabo esquecendo dos meus problemas. Já passei várias madrugadas aqui na net, conversando com alguém que estava precisando desabafar. Muitas vezes, na minha análise da situação,acabo falando o que não querem ouvir, mas acho que por ser assim,não ficar apenas concordando com tudo o que dizem ou falando aquilo que querem ouvir, é que estas pessoas me procuram para conversar. Penso até que deveria ter feito psicologia ao invés de jornalismo. E olha que isso vem há muito tempo, não apenas aqui na net,mas na minha vida pessoal mesmo. Quantas e quantas vezes, no meu antigo trabalho, pessoas chegavam até mim para conversar,para falar dos seus problemas, pessoas que eu nunca tinha conversado antes. Mas eu as ouvia. Muitas vezes calada, mas apenas o fato delas terem alguém para escutá-las já lhes fazia bem.

Aí eu penso nas relações que surgem aqui na internet, amizades, namoros, enfim, todo o tipo de relação possível. Tudo começa por uma carência. Carência que faz parte das vidas das pessoas. Carência de atenção, de ter alguém disposto a ouvir,a compartilhar e muitas vezes é aqui que encontramos quem nos entenda, quem pode compartilhar momentos, não apenas de brincadeiras, mas compartilhar momentos em um todo.

Sabe, nem sempre é fácil manter um sorriso no rosto. Conversar futilidades o tempo todo cansa. E eu realmente estou cansada. Muitas vezes tenho vontade de falar aquilo que sinto, mas isso não é possível ou porque sei que a pessoa não vai dar a mínima atenção ou porque ela não será capaz de entender aquilo que tenho pra dizer.

Acredito que esteja voltando com o blog exatamente por esse motivo. Poder falar, no caso, escrever, aquilo que se passa aqui dentro, aquilo que voltou a ser sufocado. São momentos distintos, mas são momentos vividos.

Hoje, lá no meu trabalho, ouvia o relato de uma pessoa sobre o final de semana e num determinado momento ela falou algo que me irrita cada vez que escuto alguém falar isso: Ah, mas o que os outros vão pensar? Perguntei se ela tinha gostado, se tinha se divertido daquela forma e ela respondeu que sim. Então, caramba, porque se preocupar com o que os outros irão pensar? A vida deve ser vivida da forma que nós queremos, da forma que nos dê prazer. Imaginar o que os outros estão falando? Não são eles que pagam as minhas contas no final do mês, não são eles que vão impor o que deve ser bom ou não na minha vida. A sociedade nos impõe regras, mas nós temos que fazer as nossas regras também. Viver a vida como queremos sem que isso vá ferir ninguém é um direito nosso. Penso assim também quando vejo relações que não estão dando certo e as pessoas insistem em manter por um motivo ou outro. Mas se não está sendo legal, por que continuar? Medo de fazer alguém sofrer? Todos sofremos.Medo de encarar a realidade? Medo do "estar sozinho"? Muitas vezes estar sozinho é a resposta.

Eu tenho medo, mais uma vez o medo.Medo de me fechar novamente em uma concha e não saber mais falar aquilo que sinto. É por isso que mais uma vez escreverei, para não sufocar e me tornar fria. Sou sentimento à flor da pele e preciso colocar isso pra fora.



- Postado por: Aninha às 20h25
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Príncipe Encatado?

Estava aqui conversando com uma amiga e ela me dizia algo que me fez pensar e escrever a respeito. Por que, nós mulheres, por mais decididas, independentes,lindas, maravilhosas,( e muito modestas..rs)sempre buscamos o "príncipe encantado"?Vamos lá, então...rs

Falta de homem no mercado é uma das afirmações de 10 entre 10 mulheres, principalmente na faixa de 30 a 40 anos(ou seja, euzinha)...ou até em uma faixa etária menor. Mas será que é isso mesmo? O que será que acontece com as mulheres bem sucedidas, viajadas, inteligentes, com vida social intensa para pensarem desta forma? Seria opção? Seria contigência?

Vários fatores contribuem para este pensamento. E a indústria de entretenimento acaba lucrando imensamente com elas através de livros de auto-ajuda, filmes como o Diário de Bridget Jones ( que eu adoro..rs), onde narra com bastante humor as desventuras, ou poderíamos chamar,dramas, de uma mulher de 30 anos em pleno sábado a noite em casa ( euzinha....rs)por exemplo ou em envolvimentos com caras errados (euzinha novamente), sempre em busca do certo; ou ainda, através de seriados do tipo Sex and City, onde as 4 personagens se envolvem em vários relacionamentos sem se fixarem em nenhum.

É, essa busca pela cara metade pode não estar sendo produtiva para nós, mulheres, mas pelo menos alguém está lucrando..rs.

O problema não é a falta de homem e sim a forma como são vistos os relacionamentos hoje em dia. Antes, tínhamos o casamento como uma base de sustentação para uma vida estruturada e "feliz". Antigamente as mulheres eram criadas para o casamento e hoje, com a revolução feminina, é possível viver sem este parâmetro. A mulher hoje busca sua independência, seu próprio sustento sem depender da figura masculina. Mas toda a luta por esses direitos trouxe um preço a ser pago. E este preço muitas vezes é a solidão, essa busca pelo relacionamento perfeito. A busca pelo príncipe e estamos sempre nos deparando com os sapos.

Na verdade é um descompasso nessa realidade em que vivemos e buscamos. Queremos o mesmo que nossas mães mas não queremos seguir pelos mesmos caminhos. Por mais bem sucedida e resolvida que a mulher seja, ela se sente vazia pela falta de um amor. Algumas se dizem fragilizadas por isso. Confesso que de vez em quando me bate uma neura, mas pouco tempo depois ela desaparece.

No tempo de nossas avós e mães, existia uma linha do tempo em que a mulher passava dos estudos para o casamento e caso isso não acontecesse, seria uma fracassada,tornando-se a conhecida "titia". Quantas vezes escutamos dos mais velhos, ao atingirmos certa idade que vamos ficar para titias se não arrumarmos um namorado e pensarmos logo em casamento? Hoje, a linha do tempo mudou para a mulher moderna. Ela estuda, depois busca sua independência pessoal e finaceira para, aí sim, pensar em casamento.

Hoje as mulheres não precisam mais casar para fazer sexo ou mesmo pagar as contas no final do mês. Mas como coloquei lá em cima, essa liberação cobra um preço alto. Muitos homens acabam assustados com tanta liberação e independência. Percebemos um discurso machista por parte de alguns ( principalmente aqui no nordeste). Curtem a mulher independente para algo passageiro e escolhem aquelas que mantenham ainda um vínculo com a mulher de antigamente, para casar Quantas vezes não ouvimos: esta é para casar? Falam isso porque estas que eles escolhem não os intimida com sua independência. Mas nessa guerra de braços, cada lado tem sua reclamação. As mulheres,  de um lado, acham os homens egoístas e os homens, do outro, dizem que somos insatisfeitas, que não sabemos o que queremos. O problema maior é que os dois se tornaram independentes e não se adaptam um ao outro.Falta sincronia.

Na verdade, todos buscam um grande amor, até encontram, mas perdem por medo e por exigirem demais. O problema todo está em idealizar um(a) companheiro(a). E quando idealizamos, tentamos moldar para que atinja o grau de satisfação. É muita exigência que acaba minando o relacionamento. A realidade crua e nua é que queremos um relacionamento, mas minamos porque sempre estremos arrumando um defeito por não estarem dentro do nosso "padrão de qualidade". Quer saber? Resumindo esse parágrafo, o problema todo é MEDO. Medo de se envolver, medo de dividir a vida com alguém que nem sempre condiz com aquele príncipe ou cinderela que um dia foi idealizado.Medo do envolvimento, do sentir, do amar, do gostar, do abrir mão de algo em detrimento do outro. Amar não é egoísta.Amar é troca, é concessão e nem todos estamos abertos para isso.

Quer saber? Enquanto o príncipe não aparece, fiquemos com os sapos..rs...eles podem ser bem interessantes...rs.



- Postado por: Aninha às 20h19
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Ser Criança

Sentei em frente ao pc e pensei: E então, o que vamos escrever hoje?

No momento em que pensei isso, me veio a imagem de uma menininha que vi hoje.

Ao sair da agência onde trabalho, me deparo com uma garotinha sentada no meio do corredor somente de calcinha em frente a uma das lojas infantis que tem na galeria. Ela estava muito a vontade como se estivesse em casa. Tinha uma carinha linda, cabelos encaracolados, olhos brilhantes,muito bonitinha mesmo.

Ela me olha, sorri e mostra o brinquedo que estava na mão. Ela deveria ter por volta de 4 anos. Sorri e me abaixei para fazer um carinho nela. Olhei ao redor para ver se encontrava alguém que estivesse com ela e percebi que a mãe estava dentro da loja nos olhando, sorri mais uma vez , desta vez para a mãe e fiquei ali conversando e brincando com a menininha. Seu nome era Luana. Quando me despedi, ela pula no meu pescoço, dá um abraço e diz: tia gostei de você.

Voltando para casa, parecia meio idiota, sorrindo e lembrando da cena. E agora penso como é chato ser adulto..rs.

Ser criança é falar tudo o que dá na telha. Muitas vezes nos deixando em verdadeiras saias justas.

Ser criança é rir das besteiras que somente elas entendem.

Ficam peladas como se fosse a coisa mais normal do mundo. Roupa esquenta e atrapalha demais.

Se lambuzam tomando sorvete, comem com a mão e não tem neuras por bactérias e micróbios ( gente eu comia flor quando brincava de casinha e estou viva até hoje..rs).

Admitem seus medos.

Choram e não tem vergonha disso.

Demonstram todo o carinho que sentem por alguém, sem medo que isso os torne vulneráveis.

Ser criança é idolatrar os pais como heróis e mesmo assim não deixam de os achar chatos quando estes estragam suas brincadeiras.

Ser criança é sonhar e não ter vergonha disso.

Ser criança é ter o coração puro.

É viver intensamente, sem se preocupar com o amanhã ( a não ser que " o amanhã" tenha uma brincadeira bem legal).

Já, quando nos tornamos adultos, gostaríamos de fazer tudo isso mas, imaginar o que os outros vão pensar, nos tolhem. Por causa dessa opinião alheia, muitos matam a criança que trazem dentro de si.

Sou uma menina de 34 anos..rs...e fico feliz de ter algumas pessoas assim como eu, ao meu lado, que também não estão nem aí para a opinião dos outros quanto a isso. Mantenho meu espírito moleca sempre vivo. Não quero enterrá-lo tão cedo, se possível, irá comigo para o túmulo.

Agora, escrevendo sobre isso, me veio à memória duas cenas. Uma já faz algum tempo, mas guardo essa cena muito viva.Eu e uma amiga estávamos na rua quando um temporal desaba na cidade e nos pega de surpresa. Corremos para nos proteger. Em frente ao local onde estávamos havia um parquinho.Uma olhou para a cara da outra e pensamos a mesma coisa, sorrimos e atravessamos a rua e ficamos lá brincando no balanço, na gangorra, pé na lama, chuva nos encharcando, risos e no final, duas almas lavadas, leves e felizes. É claro que nesse momento, todos que passavam pensaram que tínhamos surtado.

E a outra cena é mais recente, digo, coisa de um ano atrás. Com duas pessoas que considero especias: a Selina e a Rhia. Estávamos no Rio, mais precisamente na Lagoa. Depois de literalmente fecharmos todos os quiosques de lá, íamos para casa quando passamos pelo parquinho. Não deu outra...brincamos feito crianças, rindo, falando alto...até que os "moradores" daquele espaço nos expulsaram porque queriam dormir. Tudo bem, acabaram com a nossa brincadeira mas foi delicioso.

Sabe o que eu acho? Que todos deveriam deixar esse lado vivo. A vida adulta já nos trás tantas obrigações, estresses, perturbações que deveríamos nos deixar levar por esse lado criança para que assim possamos levar a vida com mais cor, mais leveza, mais alegria.

Pois é, mantenho esse espírito sempre acordado e não deixo ir embora, mas divido com quem está ao meu lado...rs.

Que tal deixar este lado vivo?

Vamos brincar?rsrs



- Postado por: Aninha às 20h15
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Estou de Volta!

Incrível como certas coisas nos fazem falta e uma delas que fez uma falta absurda foi o ato de escrever, de deixar que as palavras saissem através dos meus dedos e deixassem seu rastro.

"Seqüelei" ( como diria a minha filha), quando deletei o meu outro blog.

Simplesmente, um dia, lendo arquivos passados, relembrando estórias vividas,não vividas,palavras ditas, palavras escritas, tantos significados, carinho, amizade, lágrimas, sorrisos, brincadeiras, paixões... algo se quebrou dentro de mim ao perceber que algumas coisas se perderam no caminho e não consegui encontrá-las. Algumas coisas que alí estavam me fizeram sentir estranha e depois disso não estava mais conseguindo escrever, é como se tudo aquilo tivesse perdido o sentido para mim. Acho que na verdade, encerrei um ciclo da minha vida quando deletei o Meu Canto. Ele começou em uma fase difícil e hoje muita coisa mudou. Sinto que virei mais uma página da minha vida. O Meu Canto não existe mais e agora tenho apenas Palavras ao Vento. Palavras que deixarei por aí, para quem quiser ler.

Não mudei, continuo a mesma sentimentalóide de sempre, sonhando, acreditando ou às vezes desacreditando...rs....querendo viver, brigando se preciso for, querendo amar e ser amada, aprendendo e também quebrando a cara, resumindo, vivendo!

Esse tempo longe serviu para me recompor, me renovar. Foi uma pequena pausa, um recesso.

Acredito que todos que lidam com palavras, sentimentos, pensam em fazer esta pausa em algum momento da sua jornada.

Para mim, escrever é vital, é como o ar que respiro. Esta falta de inspiração que se apossou de mim, me deixou angustiada. Mas esta semana algo aqui dentro aflorou e meus dedos estavam ávidos para passear neste teclado e deixar livre tudo aquilo que deixei preso durante este tempo.

Não sei até quando ficarei. Não quero fazer disso uma obrigação, quero que seja mais uma vez o lugar onde possa vir quando sentir necessidade. A obrigatoriedade me angustia. Gosto de me sentir livre para fazer o que quero, o que gosto. Ainda mais em algo como blog, que o prazer é a nossa recompensa. Não apenas o prazer de escrever, mas o prazer de encontrar pessoas com quem possamos compartilhar estas palavras. Pessoas que passam a fazer parte da nossa vida. Adoro a troca de idéias que isso proporciona. Gosto de saber que as pessoas que gosto passam por aqui para ler e deixam o seu rastro também. E confesso... no outro blog sentia a falta de pessoas que em algum momento se tornaram importantes e que por muitas vezes foi motivo de inspiração. Mas da mesma forma que eu não suporto a obrigatoriedade não posso pedir isso para ninguém...rs.

É, estou de volta! Hoje foi apenas uma introdução..rs...tenho que terminar um trabalho. Mas volto, ah, se volto!




- Postado por: Aninha às 20h11
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